Resposta curta: depende da intensidade da queda e sobretudo das condições da base natural. Uma maior perda sazonal pode surgir entre o fim do verão e o outono, mas as extensões não devem ser usadas para esconder uma queda importante sem primeiro compreender a sua natureza.
Queda ou quebra?
Ao espelho podem parecer a mesma coisa, mas não são.
A queda envolve o cabelo desde a raiz. A quebra envolve a fibra e pode ser favorecida por secura, aclaramentos, calor, mar ou stress mecânico.
Depois do verão, as duas situações podem sobrepor-se e dar a impressão de ter subitamente muito menos cabelo.
Quando se podem avaliar extensões?
Se a densidade estiver estável, o couro cabeludo em boas condições e a base natural conseguir suportar corretamente o sistema, um profissional pode avaliar uma aplicação calibrada para acrescentar volume ou comprimento.
Em cabelo mais fino torna-se ainda mais importante controlar peso, secção e distribuição das fixações. Não faz sentido acumular extensões onde a natureza deixou pouco espaço só porque tecnicamente cabem.
Quando é melhor não esconder o problema?
Se a queda for súbita, muito intensa, localizada em algumas zonas ou acompanhada de irritação ou alterações do couro cabeludo, o primeiro passo não deve ser uma aplicação cosmética.
Nestas situações, é mais correto fazer avaliar a causa por um médico ou dermatologista antes de adicionar um sistema fixo.
Uma extensão pode alterar o aspeto do cabelo. Não é um tratamento para a queda.
E se for necessário apenas mais volume?
Quando o problema é sobretudo estético e concentrado na zona superior, pode ser útil conhecer sistemas diferentes das extensões tradicionais. No Journal explicamos a diferença entre topper e peruca.
A escolha continua individual: o que deve ser invisível não é apenas a fixação, mas também o esforço necessário para obter o resultado.
Em resumo
Em setembro não existe uma proibição geral das extensões. Existe, porém, uma regra mais inteligente: primeiro perceber o que está a acontecer ao cabelo e depois decidir o que acrescentar.
Uma aplicação bem planeada valoriza uma base adequada. Nunca deve servir para ignorar um problema da própria base.